Certamente! Alguns cientistas investigaram os efeitos da hipnose, o cientista James Braid adotou uma abordagem mais científica e a partir daí a hipnose passou a ser estudada por gente mais séria – como o francês Jean-Martin Charcot (1825-1893), considerado o pai da neurologia.

Leia mais em: https://super.abril.com.br/ciencia/hipnose-funciona/ Já tem uma noção dos efeitos que a hipnose pode produzir no tratamento de quase todos os estados, quer eles sejam de ordem física ou do foro psicológico ou, inclusivamente, ambos. Anteriores descrevi a contribuição da hipnose no restabelecimento de desequilíbrios, doenças e problemas de vária ordem. Registam-se muito poucos estados em que, de uma ou outra forma, a contribuição da hipnoterapia, em alguns casos, paralelamente a outros tratamentos que devem ser aplicados, não tenha trazido grandes benefícios.

É igualmente verdade que têm surgido alguns relatórios bastante impressionantes sobre resultados registados com a aplicação das técnicas hipnóticas em casos que se pensava teriam escassas probabilidades de responderem a este tipo de intervenção e pretender efetuar sessões de hipnoterapia e consultar um terapeuta, é pouco provável que ele lhe afirme existirem poucas probabilidades de obter a solução do seu problema. E a razão é simplesmente porque se tiver dúvidas quanto aos resultados do tratamento, as probabilidades de o ajudar ficarão, à partida, reduzidas. O seu desejo se curar e convicção no processo são, na verdade, dois dos mais importantes ingredientes do tratamento.

Todavia, é importante que o paciente tenha um resultado desejado ou seja uma panorâmica realista do que vai receber. O facto é que uma grande parte dos pacientes tratados através da hipnose melhoram substancialmente, e alguns deles solucionam inúmeros desequilíbrios. Mas, e este é um importante “mas”, outros, com o mesmo tipo de problemas e tratados da mesma forma, pelos mesmos métodos e inclusivamente pelo mesmo terapeuta, não alcançam quaisquer benefícios. Neste grupo estão incluídos os pacientes que têm extrema dificuldade ou acreditam ser praticamente impossível entrarem em transe hipnótico. Por último, temos um terceiro grupo, provavelmente maior do que qualquer um dos outros dois, e que são os que colhem alguns benefícios, registam algumas melhoras em certos aspectos, mas continuam a padecer das suas doenças ou sofrimentos por não continuar o tratamento até o final, em defesa dos ganhos secundários que existem em cada situação.