Para entender o funcionamento da Hipnoterapia é necessário entender o conceito de Hipnose.

​A definição da Associação americana de Psicologia, Divisão de Hipnose Psicológica, 1993 definiu que: Hipnose é um procedimento durante o qual um profissional de saúde ou pesquisador sugere que um cliente, paciente, ou um sujeito experimente mudanças de sensações, percepções, pensamentos e comportamentos. O contexto hipnótico é geralmente estabelecido por um procedimento de indução.

Quando, em 1842 o Médico James Braid abordou a hipnose como fato de estudos científicos, a partir daí a hipnose passou a ser estudada por outros importantes nomes – como o francês Jean-Martin Charcot (1825-1893), considerado o pai da neurologia e o pai da psicanálise Sigmund Freud.

Existem muitas formas de induções hipnóticas diferentes, embora eu tenhamos citado a imagem do pêndulo acima, essa é uma das técnicas de indução pouquíssimo usada por parte dos hipnoterapeutas, a maioria inclui sugestões de relaxamento, calma e bem-estar.

Instruções para pensar sobre experiências agradáveis são também comumente incluídas em induções hipnóticas. Algumas descrevem sua experiência como um estado alterado de consciência, outras como um estado de atenção focada onde se sentem muito calmos e relaxados. Independente de como e o grau com que respondem, a maioria descreve a experiência como agradável.

Na ficção, a ideia transmitida é a de que o hipnoterapeuta assume o controle e pode manipular o seu cliente e colocá-lo consoante com os seus objetivos. A vida de um hipnoterapeuta seria muito mais fácil se isso fosse verdade (pois poderíamos efetuar curas drásticas com muito mais facilidade e rapidez), mas isso é mera especulação.

A Hipnoterapia é o uso de um recurso natural intrínseco ao ser humano, que é a capacidade de entrar em um estado focado ou transe, o profissional da área (hipnoterapeuta) usa esse recurso como ferramenta para trazer novas percepções frente as situações psicológicas e emocionais.

O mesmo se verifica em distúrbios de várias ordens, como o medo em excesso, a ansiedade, pânicos, fobias, a tensão física e mental pugnam contra a convalescença e, adicionalmente, intensificam a percepção à dor e o desconforto.

Através da hipnose e das técnicas hipnoterapeuticas podem-se obter resultados benéficos ao provocar-se um estado de relaxamento e ao libertar-se desses estados.

É do conhecimento geral que alguns estados tais como asma, eczema, Psoríase, enxaqueca e muitos outros, estão intimamente ligados a estados Psicológicos de stress e angústia. A erradicação desses estados pode conduzir a uma considerável redução dos sintomas. As técnicas hipnóticas podem complementar esses tratamentos e intensificar os resultados através de um autocontrole que permitirá ao paciente atenuar a severidade do seu estado e, por vezes, mesmo eliminá-lo. O mesmo se processa nos desequilíbrios psicológicos de qualquer espécie que podem ser mais rápida e profundamente sanados através da hipnoterapia.

Por exemplo, muitos estados de ansiedade ou reações que, simplesmente, não fazem qualquer sentido, numa perspectiva da realidade atual do paciente, resultam de acontecimentos traumáticos em períodos, normalmente na infância. Em consequência dessas experiências terem sido profundamente perturbadoras, ficaram bloqueadas a nível da consciência, a pessoa pode ter como consequência, vários sintomas psicológicos dessa situação, como ansiedade, medos, pânicos, que podem afetar a qualidade de vida depois de adulto, com as técnicas da hipnoterapia pode amenizar e em muitos casos eliminar esses sintomas.

A hipnose, ou simplesmente a sugestão para nos sentirmos bem, relaxados, etc., é um processo muito agradável. Pessoalmente, de vez em quando gosto de passar algum tempo em transe, e o mesmo acontece com os meus pacientes a quem eu atendo usando técnicas da hipnose. Normalmente, após a sua primeira experiência de um estado de transe, e sem se terem submetido ainda a qualquer tratamento, quando regressam ao “mundo real” o seu sorriso é mais amplo e afirmam sentir-se extremamente bem. Essa experiência pode ser muito útil e benéfica se estiverem sob um estado de sofrimento, ansiedade ou depressão, mas não provocará quaisquer resultados concretos quanto ao problema específico que os perturba: com a abordagem certa, esse terá grandes benefícios.